Minha mãe tinha acabado de descobrir que estava grávida, meu pai não gostou nada, saiu de casa e foi beber, voltou bêbado, bateu na minha mãe, como se fosse culpa dela, como se ela tivesse me feito sozinha, logo depois da sessão diária de espancamento, ele saiu de casa novamente, desapareceu, nunca mais voltou.
Minha mãe sempre amou aquele homem, como se gostasse de rejeição, parece que gostava de ser submissa a ele, como se fosse um privilegio receber um pingo de atenção. Desde que nasci, me culpou de todas as formas por ele ter abandonado-a, me batia, xingava, já me deixou dois dias sem comer, por raiva, ela chorava muito, a cada dia que passava eu ficava com mais raiva dela, começou a fumar quando eu tinha oito anos, dai piorou, me batia todo santo dia, por mais 4 anos seguintes. Um dia estava andando na rua, vi um pombo agonizando de dor, com sua asa quebrada, peguei ele e levei ele pra casa, afim de cuidar dele, então eu peguei um pouco de arroz cru, dei a ele. Ouvi o barulho do carro a minha mãe, fiquei desesperado, peguei o pombo e coloquei debaixo da minha cama, no meu quarto de fui para sala, liguei a tv, ela havia chegado bêbada como sempre, ela parou, e olhou pra mim, começou a gritar:
— Seu desgraçado, isso é culpa sua, ta me vendo ? Vendo a minha situação ? Estou bêbada ! Isso por que você nasceu ! Seu maldito vem aqui !
Ela veio pra cima de mim com tudo, me bateu até cair desmaiada, estou cego de raiva, espumando de tanto ódio, quero mata-la, então corro pro meu quarto e me deito na cama, estou com um ódio profundo dentro de mim, quando ouço um barulho muito irritante, no começo não sabia oque era, fiquei pensando, quando me dei conta, era o pombo, havia me esquecido dele, peguei ele, ainda cego de raiva, fui até a cozinha, peguei uma faca sem ponta, passei pela sala e vi aquela criatura atirada no chão, andei até meu quarto, peguei a pomba e comecei a apertar a cabeça dela, não queria mata-la, só queria causar-lhe sofrimento, isso esta me enchendo de prazer, vou um pouco mais longe, pego a faca, e corto a perna dela, a pomba começou a agonizar de dor, comecei a sorrir, fechei a porta e comecei a minha sessão de tortura, arranquei um olho, cortei uma asa, quando vi a pomba estava morta, fiquei surpreso, não estava sentindo nenhum pingo de remorso, fui até o quintal e enterrei a ave, voltei pro meu quarto, lavei o chão sujo de sangue e fui me deitar, fiquei pensando no que eu fiz, mas logo dormi. No dia seguinte estava me arrumando para ir pra escola, cheguei na sala e pensei ter visto um zumbi em pé, mas era só a minha mãe, me dirigi a porta e sai, as aulas passaram mais rápido do que eu imaginava, é o meu ultimo dia, amanhã entro de férias, vou tentar me manter fora de casa, não quero ficar muito tempo com a minha mãe, na volta pra casa, avisto um gato de rua, vou ate ele, calmamente para ele não se assustar, acho que consegui conquistar bem a sua confiança, peguei ele e fui pra casa, discretamente levei ele para meu quarto, resolvi chamar ele de plutão, prendi ele no meu armário e fui até a praça, me sentei, observei as pessoas, felizes, sorrindo, odeio ver isso, pois nunca tive a oportunidade de sorrir, de brincar com a minha família, a minha volta só ha trevas e maldição, não entendo porque, mais eu sei que eu vou me vingar daquele que me causou tanto sofrimento.
Chegando em casa, percebo que a minha mãe saiu, vou até o armário e solto o gato, ele sai calmamente, fecho a porta do quarto para que ele não saia, me sento no chão, deito-me e pego um livro, abro a primeira página e esta escrito "Os olhos são a identidade da nossa alma", fechei o livro e comecei a pensar na frase, quando o gato se aproximou, olhei nos olhos dele e passei meu dedo por cima do olho dele, começo a enfiar o meu dedo dentro do olho dele, até remover por completo o globo ocular, estou com o olho dele na minha mão, acho aquilo incrível, ver um olho assim, fico parado olhando para o mesmo e depois que me liberto daquela magia, vejo o gato agonizando, correndo para todo lado desesperado, me levando e corro atras dele até pega-lo, fico satisfeito e começo a quebrar os ossos do rabo dele, ele começa a miar muito alto, aquilo é musica para meus ouvidos, nunca pensei que causar sofrimento a um animal fosse tão bom, depois pego ele pelo pescoço, com uma mão e começo a enforca-lo, ele me arranha e eu o deixo cair, estou furioso, quero terminar o serviço logo antes que a minha mãe chegue, então vou pega-lo novamente, agarro seu rabo, já todo quebrado, puxo-o até mim, agarro suas patas dianteiras e traseiras, pendo-as com uma mão e depois com a outra começo a enforca-lo ele abre a boca desesperado para me morder, se salvar, mas não vai ser dessa vez, quando o gato já esta morto, para certificar-me de que ele estava realmente morto, bato com a cabeça dele duas vezes no pé da minha cama, com toda a minha força, e depois vou ao quintal e enterro-o do lado do pombo, depois decido ir pro meu quarto e me trancar lá, não vou comer hoje, mais não importa, não quero ver a cara dela hoje.
Já é dia, meu aniversario de 18 anos, que bom que posso sair dessa casa, agora que tenho nome e uma foto, vou atrás daquele que me causou tanto sofrimento, daquele que me tornou um monstro sem sentimentos, vou atrás de vingança.
________________
Por: Wanessa S. Carvalho
Me envie um sugestão ou uma critica ! ((Email: wanessa.carvalho46@gmail.com))
Obrigado por nos visitar
- Dê vida a este Blog ! Deixe seu comentário ! Agradeço desde já =)
Nenhum comentário:
Postar um comentário